quinta-feira, 12 de março de 2015

Liberdade para calar!

Anyhaseo!

Esses dias ao chegar no trabalho dei uma olhada em meu celular para verificar se havia algum post no ATL TXT. Um site com textos de colunistas do grupo RBS e ouvintes/ fãs/colaboradores etc, da radio Atlântida.
Dei de cara com um post de Alexandre Fetter (locutor da Atlântida): “Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas”. Falava sobre porte de armas e desarmamento (no que eu pude ler "por cima").
Dei uma olhada rápida, porém deixei para ler depois.
Mas quando fui ler dei de cara com o texto, removido da página.
Não é difícil prever o motivo. Uma enxurrada de emails odiosos, puritanos, onde defensores dos direitos humanos e críticos “facebokianos” que atrás de um teclado acham que podem reger o modo de pensar no nosso país que até pouco tinha liberdade de expressão.
Aquele famoso estilo: Você é livre para falar o que quiser! Desde que eu concorde!
Desejaria que o Brasil fosse uma Inglaterra ou uma China que tem as armas banidas e somente os que nos defendem as podem empunhar, para nosso bem comum. Na China se uma arma é desviada da policia, há uma investigação criteriosa e uma mobilização da polícia até a encontrar.
Infelizmente vivemos no Brasil. Onde o comercio de armas para civis é quase inexistente.
A polícia é defasada em treinamento, especialização, material de trabalho e em salário.
As prisões ao invés de recuperarem servem para o incentivo e especialização dos criminosos. Deixou há anos de ser uma casa de correção.
O cidadão no meio da guerra não pode se defender. Tem que aturar calado a criminalidade e a falta de segurança. Nem desabafar pode, pois vivemos sobre uma ditadura do politicamente correto.
Enquanto isso pelas fronteiras, pelos portos e com fornecimento a custo do suborno, os bandidos seguem se armando. Derrubando helicópteros e ditando as regras de dentro da cadeia. Comprando empresas, formando advogados e escravizando os jovens com as drogas.
E se estes criminosos, com toda sua maldade invadir nosso lar, para praticar o mal contra nossa família, para o bem dos direitos humanos, da ordem e do progresso, devemos então abrir a porta e nos calar.

Oss


David Mendes

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O astronauta de mármore

Anyhaseo!
Hoje estava chegando ao trabalho e como sempre aproveito o trajeto para colocar a leitura em dia, me atualizar quanto as noticias, por rádio ou ouvir música. E estava ouvindo algumas músicas que não ouvia há um tempo.
E na lista apareceu a “O astronauta de mármore”.  Versão de uma musica do David Bowie, chamada Starman. Ela é uma daquelas músicas que pela época, que ela fez parte da minha vida, a tornou mais querida que a original.

E nesta musica fala-se de um ponto de vista de alguém esteve na Terra e a observou do espaço. De fora ele vê que a Terra é linda e maravilhosa, porém ao mesmo tempo reflete sobre o que fazemos com ela e como ela foi.
Não só a Terra sofre com isso. As artes marciais, para quem olha de fora e vê toda a tradição e beleza dos eventos realizados, porém não vê que quem esta do lado dentro sofre com as mudanças, brigas de federações e com a esportivização, politica e dinheiro. E até com o amolecimento da geração em que é proibido se arriscar. Na busca por esta beleza muitos grandes mestres se isolam e muitos marqueteiros abrem federações.

“vou lembrar do tempo, de onde eu via o mundo azul ...!”

Oss


David Mendes

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Vença a si mesmo!

Nishiyama Sensei
Anyhaseo!

Não sei se vocês lembram quando chegaram a academia.
É meio estranho a principio. Você olha todas aquelas pessoas mais avançadas que você e pensa: Será que um dia vou ser tão bom quanto ele. Este tipo de dúvida sempre paira pela cabeça da maioria das pessoas que iniciam seus treinamentos em artes marciais.
Eu quando cheguei a academia mesmo reparava nisto e pensava também da mesma forma.
Há uma frase de Sensei Hidetaka Nishiyama na qual ele diz:
“O oponente mais poderoso está dentro de nós mesmos”
E na caminhada nas artes marciais,a cada dia isso se mostra uma grande verdade.
Não sou baita Karateca. Na verdade nem tenho a pretensão de carregar comigo essa alcunha. Passo essa responsabilidade ao meu Sensei de dizer se sou ou não karateca. Estou lá para treinar e tentar fazer o meu melhor.
É me vencer a cada dia.
É fácil “sobrar” em técnica perante, uma pessoa menos graduada que você. Isso não é vencer um oponente.
Trabalho todo dia das 8 as 18 com um tempo de traslado para o trabalho de 3 horas no minimo. Quisera eu ter todo este tempo para treinar. Ou no minimo umas duas horas por dia.
Lembro quando trabalhava com turno de 6 horas por dia. Nessa época conseguia treinar duas horas por dia. E alguns fazia dois treinos por dia. Era muito bom e sentia bem esta diferença.
Mas o que deixo de conselho a vocês é que em uma academia tem todo tipo de gente.
Os que tem dom para coisa (definitivamente não me enquadro nesse grupo), os esforçados, os que desistem, os teimosos  (estou nessa categoria), os que fazem disso profissão de vida, os que chegam ontem e já estão bons, os turistas, os que estão há muitos anos e não se dedicam o suficiente, os que são ansiosos por faixas e por aí vai. E todos eles etão lá para aprender. Tentar se ajudar (que as vezes é uma tarefa árdua). E os que se perdem vitimas de seu próprio orgulho.
Uma vez falecido, Sensei Pedro Campana me disse, em mensagem privada, quando o assunto eram faixas:
“Quanto a faixa em suas cores ou em seu tempo, leve em conta que como a minha a de qualquer um vai nos mostrar com o tempo, a sua verdadeira cor: BRANCA.
E isso não tem a menor importância, pois o que importa é a sinceridade com que se pratica Karate.”
Sensei Campana era (infelizmente ele nos deixou em 11/07/14) um homem com karatê fortíssimo (no meu parco conhecimento e nas poucas vezes em que vi ele em vídeos me pegava boquiaberto com seu kimê*) e que poderia assinar um email com qualquer título que quisesse pela força de seu Karatê, mas assinava humildemente com o primeiro nome:Pedro.
Salvo a humildade de dedicar tempo de sua vida a responder a dúvida de um faixa branca que nem aluno seu era.
Lembro certa vez dele (Pedro Sensei) me pedir para assinar um baixo assinado eletrônico para proibir o uso de animais em testes de produtos. Um cara forte como um terremoto prém com um coração gigante.
Mas voltando ao assunto:
Corre lá e treina. Não para ser melhor ou igual a ninguém mas para simplesmente se superar a cada dia, pois vai ser longa a estrada.
Oss

Sensei Pedro Campana


*kimê de uma maneira bem simplista é o equilibrio de explosão com força

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Pais e filhos

Anyhaseo!

Depois de muito tempo fora do blog voltei para dar uma publicada. Talvez esse post se enquadre mais na parte de comportamento do blog que na parte de artes marciais.
Mas serve a todos que tomam seus Mestres e Senseis como exemplos ou para não dizer um amigo ou até uma figura paterna (até porque a disciplina o Budo nos é ensinado pelo Sensei.
Aí segue a história bem simples e direta):
Existe um radialista no Sul chamado Porã (Uma hora vou achar o audio e postar aqui).
Pois além da lição é muito bonito o que ele fala sobre o que aprendeu na vida e é realmente uma grande lição:
Ele diz que há 3 fases na maioria (não é uma regra porém se se identificar tome isto por lição) da vida dos meninos.
Uma, quando criança na qual ele ama o pai demais. Tem seu pai por seu grande herói.
A segunda na adolescência, em que ele nega seu pai  (pois quer ser independente e ser responsável por seu destino) e deseja ser senhor de si e ter sua própria "identidade".
E a terceira na fase adulta em que ele se torna um grande amigo do pai novamente e eles podem viver em paz novamente.
Ele termina a história falando sobre a morte de seu pai ter ocorrido antes da última fase.
E aconselha a não nos deixar afastar de nossos pais.
Acho que podemos estender esse conselho a todos que nos cercam e principalmente ao nossos pais.

Oss
David Mendes