segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Além do Brasil há um herói e pensamento coletivo

Anyhaseo!
Aitezaz Hassan

Desculpem a demora antes de tudo, a mesma se dá pois estou sem computador. Logo comprarei um e seguirei mais firme as postagens, assim como espero trocar de emprego pois entrando as 9 e saindo as 19 mais duas ou duas horas e meia de viagem, têm me deixado sem tempo para quase tudo na vida. Treino com muito sofrimento na verdade. Tenho tido bastante idéias para posts porém pouco tempo para publicar e revisar os textos. Mas seguimos o post pois odeio justificativas.
Ontem ouvindo o rádio, nos comentário vi uma noticia muito tocante que era mais ou menos assim.
 Um jovem adolescente chamado Aitezaz Hassan, se não me engano tinha 15 anos do Paquistão ao observar que seu colégio seria atacado por um homem bomba, entrou em combate corporal com o mesmo, que acabou se explodindo levando a criança consigo, porém o ato de Aitezaz Hassan acabou salvando a vida de todos seus colegas.
Aí você pode dizer que ele amava o próximo. Ele perdeu a vida por pessoas que amava e até por quem ele não conhecia. Teve uma atitude que não se vê muito na cultura ocidental e principalmente na brasileira: Pensamento de grupo.
Há uns meses atrás conversando com meu Senpai que é assíduo leitor de cultura oriental. Ele me falou um fato sobre o povo japonês que também exemplifica magistralmente essa história.
Após a Segunda Guerra o povo japonês exposto a radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki evitavam contrair núpcias com pessoas que não tiveram exposição. Com essa atitude evitavam que seu DNA alterado pela radiação “contaminasse” as gerações futuras ou se espalhasse pelo país e desenvolvesse um povo propenso a câncer e doenças decorrentes dessa anomalia.  Realmente um pensamento invejável.
A contra partida me lembro que nos anos 80 no Brasil alguns casos contaminados de AIDS e Hanseníase fazerem questão de transmitir suas doenças por pura revolta de estarem contaminados. Sendo que a Hanseníase era tratável nos anos 80 e preservativos existiam nesta época também. Era tudo por maldade.
O Brasil ou melhor, NÓS deveríamos cultivar este pensamento de grupo.  Além de nichos e grupos religiosos ou étnicos, pois estes acabando sendo somente entre eles.
Também nos anos 80 lembro de na cozinha da minha casa, minha mãe ter um porta caixa de fósforos, ela era amarela e em forma de coração com uma frase que hoje é “gasta” porém na época foi a primeira vez em que vi: “Fazer o bem sem olhar a quem”.
É meio utópico, mas creio que não é impossível. Porém acho que se evitarmos fazer o mal (para prejudicar, levar vantagem etc), isso por si só já melhorará em muito o mundo e nossa sociedade.
Nem que para isso tenhamos que aprender a andar mais devagar com o carro. Dar uma seta mesmo que seja incomodo fazer ou tenha a sensação de perda de tempo. 
Acho que se o brasileiro em particular tivesse um pensamento mais coletivo. Logo estaríamos num grau de sociedade acima da que estamos. Não teríamos “Jeitinho Brasileiro” e toda espécie de vícios de comportamentos que são associados a um jeito egoísta de sociedade que possivelmente herdamos da nossa colonização.
Que o exemplo deste menino faça a gente pensar melhor em qual exemplo desejamos deixar para os nossos semelhantes.

Oss!


David Mendes