segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ignorância & lojas de noiva!

Ola galera!  
Anyhaseo!
Nem vou pedir desculpa pela demora pois está virando rotina a demora, mas calma que logo estarei de volta com posts quinzenais ou semanais quem sabe.
Esses dias um conhecido meu me perguntou. Poxa David, você é contra o Karate como desporto?
Na verdade não sou contra não. Estudei um tempo em uma academia que era dessa forma:
A gente treinava com um Sensei que ensinava-nos um Karate que na minha opinião era excelente, porém haviam dois Senseis nesta academia, e o outro Sensei (que se julgava dono dela até por ter maiores condições financeiras), praticava um Karatê mais fraco (se pode chamar um Karatê fraco de Karatê).
Tanto na defesa pessoal como na área esportiva. E justamente por isso ele não gostava que a academia fosse em campeonatos até para não salientar esta fraqueza de sua arte ou que mostrasse o real abismo que existia entre os estudantes do outro Sensei que lecionava no período em que treinava. É claro que eu não sou dono da verdade e não medi essa diferença de Karatê sozinho. Essa opinião me foi sendo formada no dia a dia.
Vendo a diferença de treinamentos e consultando também os que me cercam. Não foi algo que supostamente presumi. Compartilho a experiência que eu tenho. E no testemunho do que vejo. Foi algo fundado no testemunho deste “Sensei”. E principalmente nos frutos dados por ele.
Lembro dele ter um “time de futebol” de faixas prera composto de meninos e meninas melindrosos.
Esta academia fica próxima a uma loja de noivas e nem preciso dizer que durante a semana para ser mais exato, no período da noite as noivas eram bem mais marciais que este grupo e seu mestre.  
Pior de tudo, que um ou dois lecionam em academias por aqui na cidade.
Acho que nem posso dizer se lecionam ou contaminam.
Não sou contra a arte marcial voltada para o esporte.
Não sou adepto de seu treino com esta finalidade.
Mas não desaprovo se este treino funcione e que seja praticado com dedicação e força únicas.
Quisera eu ter a garra e a abnegação para treinar que muitos dos que treinam desportivamente tem.
Houve um tempo de ouro no Brasil onde nem eram tão fortes estas fronteiras. Foi uma era de ouro.
E fica o aviso. Sempre análise, verifique, procure saber onde você está treinando e o quê você está treinando.
Como assim o quê eu estou treinando David?
Eu explico: Você não se impressione se eu te disser que a maior parte dos alunos, de artes marciais não sabe ao certo o quê treina. Já vi “karatecas” chegarem a faixa vermelha sem saber qual era o estilo que treinavam.
Em um caso uma jovem praticante de Tae Kwon Do faixa vermelha (ela estava apenas a uma faixa de chegar à faixa preta) não soube me explicar que linha de Tae Kwon Do treinava.
Há “mestres” que simplesmente não falam de onde vieram ou o quê treinaram e com quem treinaram. Isso a contrapartida não tira a culpa dos alunos que não tem o mínimo interesse pelo que treinam e não perguntam. Da minha parte encaro com grande tristeza. Meu antigo Mestre de Tae Kwon Do sempre deixou claro as diferenças entre os estilos de Tae Kwon Do e sempre deixou aberta a porta para que pudéssemos treinar alguma delas pois ele confiava no Tae Kwon Do dele (não pelo estilo é claro mas por treinar sempre com paixão e toda sua força). Ele sabia que se um dia fossemos treinar a gente iria voltar. Uma vez fui a uma academia de Karate de Goju Ryu em que o Sensei fez questão de explicar simplesmente tudo o que faziam durante a aula.
Não por obrigação, mas pela paixão de transmitir conhecimento e pelo orgulho de sua origem.
Galera o papo esta bom, mas já vou ficando por aqui. Acabei me alongando por estes temas. A conversa rendeu bastante.
Mas lembre-se: Procure saber o quê você treina. De onde vem o quê treina. É o mínimo já que você ama a sua arte. Assim como tu não pode casar com uma mulher que apareceu do nada e não tem origem certa.
Não dá para confiar numa arte sem história.
A academia é uma extensão do seu lar e digo mais uma extensão do seu ser. Procure saber mais.  
Oss  
David Mendes

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Além do Brasil há um herói e pensamento coletivo

Anyhaseo!
Aitezaz Hassan

Desculpem a demora antes de tudo, a mesma se dá pois estou sem computador. Logo comprarei um e seguirei mais firme as postagens, assim como espero trocar de emprego pois entrando as 9 e saindo as 19 mais duas ou duas horas e meia de viagem, têm me deixado sem tempo para quase tudo na vida. Treino com muito sofrimento na verdade. Tenho tido bastante idéias para posts porém pouco tempo para publicar e revisar os textos. Mas seguimos o post pois odeio justificativas.
Ontem ouvindo o rádio, nos comentário vi uma noticia muito tocante que era mais ou menos assim.
 Um jovem adolescente chamado Aitezaz Hassan, se não me engano tinha 15 anos do Paquistão ao observar que seu colégio seria atacado por um homem bomba, entrou em combate corporal com o mesmo, que acabou se explodindo levando a criança consigo, porém o ato de Aitezaz Hassan acabou salvando a vida de todos seus colegas.
Aí você pode dizer que ele amava o próximo. Ele perdeu a vida por pessoas que amava e até por quem ele não conhecia. Teve uma atitude que não se vê muito na cultura ocidental e principalmente na brasileira: Pensamento de grupo.
Há uns meses atrás conversando com meu Senpai que é assíduo leitor de cultura oriental. Ele me falou um fato sobre o povo japonês que também exemplifica magistralmente essa história.
Após a Segunda Guerra o povo japonês exposto a radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki evitavam contrair núpcias com pessoas que não tiveram exposição. Com essa atitude evitavam que seu DNA alterado pela radiação “contaminasse” as gerações futuras ou se espalhasse pelo país e desenvolvesse um povo propenso a câncer e doenças decorrentes dessa anomalia.  Realmente um pensamento invejável.
A contra partida me lembro que nos anos 80 no Brasil alguns casos contaminados de AIDS e Hanseníase fazerem questão de transmitir suas doenças por pura revolta de estarem contaminados. Sendo que a Hanseníase era tratável nos anos 80 e preservativos existiam nesta época também. Era tudo por maldade.
O Brasil ou melhor, NÓS deveríamos cultivar este pensamento de grupo.  Além de nichos e grupos religiosos ou étnicos, pois estes acabando sendo somente entre eles.
Também nos anos 80 lembro de na cozinha da minha casa, minha mãe ter um porta caixa de fósforos, ela era amarela e em forma de coração com uma frase que hoje é “gasta” porém na época foi a primeira vez em que vi: “Fazer o bem sem olhar a quem”.
É meio utópico, mas creio que não é impossível. Porém acho que se evitarmos fazer o mal (para prejudicar, levar vantagem etc), isso por si só já melhorará em muito o mundo e nossa sociedade.
Nem que para isso tenhamos que aprender a andar mais devagar com o carro. Dar uma seta mesmo que seja incomodo fazer ou tenha a sensação de perda de tempo. 
Acho que se o brasileiro em particular tivesse um pensamento mais coletivo. Logo estaríamos num grau de sociedade acima da que estamos. Não teríamos “Jeitinho Brasileiro” e toda espécie de vícios de comportamentos que são associados a um jeito egoísta de sociedade que possivelmente herdamos da nossa colonização.
Que o exemplo deste menino faça a gente pensar melhor em qual exemplo desejamos deixar para os nossos semelhantes.

Oss!


David Mendes