domingo, 15 de setembro de 2013

Rock and Karate!

Anyhaseo!!

Desculpem o sumiço! Agora estou de férias e prometo postar mais. Assunto não falta. Somente o tempo que é pouco mesmo.
Essa semana tivemos ou estamos tendo um grande evento de música acontecendo no Brasil:
O Rock in Rio. Com Jesie J, Justin Timberlake, Beyoncé e grandes estrelas da música pop. Com este elenco podemos chamar este evento de tudo, menos de Rock in Rio.
Nada contra estas estrelas da música, mas o evento poderia fazer jus ao nome que carrega.
Da mesma forma que este evento temos nas artes marciais uma tendência que segue o mesmo caminho.
O Rock para o público atual possui uma cara feia.
Homens vestindo preto com barbas por fazer e cabelos desgrenhados não são a aparência mais vendável atualmente.
Guitarras distorcidas e acordes que fazem com que a gente precise pensar e ter ouvidos exigentes para saborear a música com toda plenitude, não são algo fácil e rápido para conquistar ouvidos mal treinados e acostumados a música descartável.
Enfim o rock assim como uma arte marcial de verdade tem a tendencia de vender pouco por exigir esforço de que se dispõe a ser um adepto dele.
Assim como o Rock in Rio nas artes marciais tem se criado uma variante mais popular e que a cada dia tem se tornado a unanimidade entre os praticantes.
O Karate por exemplo é uma arte que requer repetição, esforço e por consequência dedicação. Tornando-a uma arte que demanda amor, tempo, paciência e sacrifício para ser aprendida.
Pensando no dinheiro e incapacidade dos alunos ( e dos professores em lecionar os mesmos) a cada dia a tendência das artes seguem para algo próximo de um esporte, jogo ou atividade lúdica.
As lutas são definidas em dezenas de pontos. A defesa pessoal é esquecida, assim como golpes mais contundentes.
O respeito as tradições, as hierarquias são ignorados. Há uns dias vi um vídeo de uma praticante de tae kwon do em que ela treinava com um aparelho de mp3.
Um amigo meu uma vez me falou sobre o clima em uma academia de "arte marcial esportiva", ser insuportável e difícil pela clima pseudo competitivo, onde os atletas com mais recursos financeiros eram levados a competições enquanto os outros mesmo sendo melhores, eram deixados para trás.
Há uma academia de karate em que treinei (até já comentei aqui)  em que se treinavam entradas de golpes em almofadas.
Na mesma academia não se usava a etiqueta correta para nada e nem cumprimento em seiza.
Os alunos paravam o treino até para falar de novela. Tinha um figura que levava uma garrafa de isotônico e largava dentro do dojo e bebia toda hora como se fosse um atleta de altíssimo rendimento. Sendo que era apenas um malemolente.
Entre estas e outras hoje em dia seja para ouvir seu roquezinho antigo que não tem perigo (como dizia Rauzito) ou seja para treinar, você precisa de muita atenção.
Não é porque o evento leva o título "Rock" ou a academia traga em sua fachada um letreiro em neon com o nome da arte marcial, que seja realmente aquilo que é praticado lá.
Procure conhecer sua arte, seu mestre e a origem dele.
Fuja de Mestres que não sabem dizer quem treinaram ou como chegaram na faixa preta.
Tenha sempre atenção.
Perdoem-me os erros. Amanha revisarei o texto.
Abraços



Oss

David Mendes