domingo, 20 de janeiro de 2013

Para “Corrays(?)” e Kohais.



Nakayama Sensei

Anyhaseo!
Quando um grande Mestre de Artes Marciais, vê um Artista Marcial, (de sua arte ou até de outra arte, de sua academia ou de outra academia) executando formas, ou lutando com a máxima força e dedicação, seu coração se alegra. Pois ver sua arte ser exaltada é sua alegria.
Pena que infelizmente nem tudo são rosas neste mundo, amigos.
Há uns tempos conheci um Mestre que  durante seu treino passava horas a fio a colocar defeitos em outros mestres, outras academias, e até nos alunos de outro Mestre que lecionava na mesma academia.
Quando ao ver, durante o treino, pessoas executando movimentos com máxima força , dedicação e marcialidade, tratava logo de descreditar esse aluno com seus colegas e consigo mesmo.
Talvez repetindo para si mesmo, se convenceria de que aquilo não era arte marcial e sua vida pudesse voltar a mediocridade inicial.
Confesso que dá para contar nos dedos às vezes em que freqüentei suas aulas. Aulas maçantes onde se conversava durante quase uma hora, matando todo o treino. Seus alunos sempre queriam participar, como macacas de auditório. Uma infelicidade, pois no treino quem fala, quem ensina, quem coordena tudo é o Mestre. Como já diz o ditado: “Na casa do Gonçalo, galinha canta de galo”. E era bem assim. Pense em uma academia onde todo mundo queria dar aula. Pensou? Uma confusão! Você dava um soco, vinte alunos te corrigiam. O “Mestre” era como se fosse uma figura decorativa ou um espantalho.
Ao meu ver, a inveja injetada em suas veias ardia em fogo ao ver alguém querendo treinar de verdade.  Pareciam os tubos de NOS injetando Óxido nitroso nos motores dos carros de Velozes e Furiosos. Lembram daquele efeito?
Desculpe a minha indignação, mas todos Mestres que conheci na vida foram importantes, todos se alegravam com artes marciais e todos amavam falar sobre treinos, técnicas, lutas etc. E respeitavam todos outros Mestres que conheciam, por mais que discordassem de suas políticas. Exceto este fantoche.   
O título do post é até uma forma bem humorada de brincadeira pois este mestre tinha o hábito de confundir-se com a grafia da palavra em romanji (Japonês com alfabeto Romano) kohai (aluno menos graduado). O mesmo escrevia Corray. Até uma forma clara de a vida demonstrar que ele que se julgava o perfeito, era um simples mortal, sujeito a falhas, como todos nós.
Lembro-me de uma vez levar vídeos de poomsaes(Formas de Tae Kwon Do), para meu Mestre de Tae Kwon Do avaliar e dizer se eu podia assistir aquilo, e ele me congratular e até pedir para eu postar sobre isso no Orkut na época. Ele amava quando via um aluno ansioso por aprender.  Ele ficava feliz. Outro Sensei meu quando eu e meus Senpais (alunos mais graduados) levamos os vídeos de Sensei André Bertel para serem vistos em sua casa, ele toda hora falava: Olha como este Sensei é bom. Ele tem controle! Olha como usa o quadril. Ou seja: Um Karateca, reconhecia outro. E gostava! Simples assim!
Já o Mestre em questão ficava irado ao ver minha vontade de aprender. Uma vez ao ver um vídeo de Sensei Lyoto Machida, tratou de me comunicar que eu não devia ver tais vídeos pois esses Karatecas tinham “vícios”. E chegou a leiguisse de dizer que era dono de uma “linhagem” de Shotokan. Com todo respeito e em particular eu lhe falei que não haviam “linhagens” no Shotokan. Tinhamos que treinar o mesmo Shotokan deixado por Funakoshi, Nakayama e atualmente por Ueki. Ele não aceitou e chegou a matar Sensei Ueki Masaaki, em um comentário. Que na verdade está bem vivo e é Instrutor Chefe da JKA (Japan Karate Association.).
Decidi deixar esta academia. Seguir viagem!
 E sempre que via algo relacionado a Karate , onde se era praticado como deve ser praticado. Com força e potência. O mesmo tratava de achar “vícios”.
Cheguei ao resumo de que o vício era o Karate.
Meu Mestre atual tem uma página no “Facebook” na qual ele mesmo sempre coloca vídeos excelentes de Karate, lutas, entrevistas etc, para nos brindar. Mensagens de apoio. Mensagens que estimulam a vontade de querer se superar.
Hoje graças a Deus estou feliz treinando e é isso que importa! Para brindar o post, vejam o Tekki Sandan com Sensei Ueki

“Máxima força sempre!”
Okuda Sensei

Oss

David Mendes-6º kyu de Shotokan e 6º de Tae Kwon Do

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dica de livro:





Anyhaseo!
Tem jeito melhor de começar o ano que com uma indicação de livro?
Ainda mais em um país como nosso que ainda não temos uma cultura de assíduos leitores.
Que tal mudar esse estigma e iniciar o ano com uma boa leitura?
O livro indicado da vez é o:
“Lições de garra, fé e sucesso! Vitor Belfort” da Editora Thomas Nelson Brasil.
Mas vamos falar do livro.
O que você faria se tivesse perdido um ente querido arrancado de você de uma forma trágica?
Lamentaria a vida toda? Sentiria culpado por isto?
E se dependesse de seu corpo para lutar e viver e tivesse uma hérnia de disco?
Desistiria? Se aposentaria?
Só com estes dois exemplos, muitos parariam de viver. Isso é um fato!
Em um livro de leitura simples e sem frescura, Vitor Belfort compartilha com você um pouco de como superou isso.  O livro poderia ser lido como um livro de auto-ajuda . Mas acho que não é só isto. Ele fala com humildade sobre experiências dentro e fora do octógono. É principalmente um livro de experiências pessoais de um homem que como todos nós, sofre, ri, se esforça e luta por seus sonhos e projetos.
Confesso que não sou o cara que mais tem empatia pelo Vitor no mundo, mas após ler seu livro passei a respeita-lo ainda mais. E recomendo a leitura de seu livro.
Passe uns momentos com este cristão, pai, filho, empresário, lutador de MMA e formador de opinião.  Este é Vitor Belfort!
Boa leitura!

Oss

David Mendes