quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Arte Marcial X Arte Impossível


Monte Fuji

Anyhaseo!

" Nem tão longe que eu não possa ver
  Nem tão perto que eu possa tocar
  Nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá
  Nem tão perto que eu possa acreditar que o dia já chegou "
 (Humberto Gessinger)

Há uns anos, eu treinei durante alguns dias em uma academia aqui mesmo em Campinas.
Durante o treino lembro que o Mestre da academia, a me ver executando um movimento, ele corrigia. Não que eu seja perfeito ou que isso seja errado. É dever de um mestre conduzir o seu aluno no caminho da arte. Não tenho nenhum problema com autoridade.  Do contrário. Prefiro pecar pelo excesso de respeito a pecar pela falta dele. Mas em paticular ele só ME corrigia. Havia também outros alunos e muitos da mesma graduação que eu, mas era somente eu que fazia exatamente tudo errado. E o jeito que eu era corrigido era assim: Olha seu braço tem que ficar dois centímetros para cima ou era para baixo ou o golpe tinha que ser travado a um centímetro do alvo. Eram coisas que era necessário você trazer uma régua no “bolso” do Do-gi para poder fazer com a exatidão pedida. Lembro-me de ser corrigido a colocar o punho cerrado próximo a faixa ou abaixa mais a base, mas nunca ser questionado quanto aos milímetros que isso era medido. Eu até treinei com um Mestre muito bom que tinha por costume de corrigir nossa base dando chutes, tapas e as vezes pisava em nossos pés de forma paterna . Coisa que muitos ao vêem de fora podiam julgar como agressão. E os dias foram passando e eu acabei desanimando de treinar com o mestre milimétrico em questão. Cheguei à conclusão disto o dia em que ele me orientou a fazer uma forma (sequencia de movimentos luta predeterminada sem adversário) e após terminada  ele questionou a classe sobre o que eu havia feito de errado. Foi uma batalha de egos a me massacrar sem perdão. Todos queriam tirar uma lasca na execração publica. Eu realmente não vi função nessa atividade. Se o mestre não sabia me julgar o que alunos menos graduados saberiam. E eram correções do estilo da arte marcial dele. Exemplo: “Olha seu dedinho está cinco centímetros para lá ou sua mão não estava perpendicular com o poente solar baseado na Sexagésima sexta lua Júpiter. Era impossível atingir essa arte marcial dele. Acabei cansando e indo treinar com outro mestre.
A arte marcial dele ia de encontro com a genética e com desenvolvimento particular de cada um. Exemplo: Se você não tem uma abertura boa pode compensar a altura do chute pendulando seu corpo ou se você tem um corpo muito leve pode treinar visando favorecer sua velocidade ou se é forte fisicamente pode usar essa força para aumentar sua potencia ou mesmo usar isso para deslocar o adversário com maior facilidade. É claro que isso não abre precedentes para “franguisses”. Exemplo. Você não tem força física, mas pode desenvolver ela e não a desenvolve por preguiça ou você esta acima do peso e mata os exercícios onde requer de você agilidade ou resistência. Você faz da sua arte marcial algo seu. Com sua cara e com seu jeito. Se for praticar para ser exatamente e milimetricamente como outra pessoa a arte marcial perde o intuito de ser uma batalha sua contra você mesmo. E um aprendizado de disciplina e superação! Ela se torna pesada e impossível de ser aprendida!

Oss
David Mendes
Queria agradecer a todos que tem acessado principalmente os acessos que tenho recebido da Alemanha, Rússia, Portugal, Paraguai, Moçambique, Reino Unido, Chile e Itália ! Sem vocês este blog não existe! Oss

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