segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Falsos Mestre X Lições de amor



Anyhaseo!

Imagem da internet: Mr Satan
 Mr Satan em Dragon Ball Z ( um famoso desenho japonês), é a personificação do picareta Marcial. Ele tem um nome para causar medo. Afinal Satan lembra a seus adversários alguém temível, perigoso. Mas a contra partida o nome Satan (um dos nomes dados ao diabo)e é também famosamente conhecido como o pai da mentira. E o Mr Satan de Dragon Ball Z tem sua vida, carreira e troféus pautados em mentiras subornos e em vitorias encenadas. E como diziam:"A vida imita a arte e vice-versa". 
Vamos ao tópico:
Tava demorando a entrar nesse assunto mas é inevitável, quando se fala de artes marciais, tem que atentar também para quem a usa como forma de ganhar dinheiro ludibriando as pessoas. Ganhar o pão do seu sustento vindo da sua arte não é errado. Você investiu grana e tempo para aprender, treinar e se graduar shodan da sua arte.  E não vai lecionar de graça. A menos que tenha condições para isso.
Mas o que me irrita é gente que nunca aprendeu porcaria nenhuma de ninguém e finge ser mestre ou trai seus mestres em troca de faixa. Acho que já citei um cara que treinava com meu mestre e era faixa verde (ou seja: faltavam 6 para preta). Do nada o cara sumiu da academia, e de repente vejo ele nas paginas do jornal com uma faixa preta em um “projeto social”.
Projetos Sociais X Amor
Conheço em particular um professor que ao meu ver ele já é mestre. Ele trabalha o dia todo e a noite ele leciona Tae-Kwon-Do a garotada carente em uma academia em sua casa. E isso para mim é amor. Se alguém pode ajudar ele com a mensalidade é bem-vindo. Se não ele não cobra. Leciona pelo prazer de lecionar e pelo amor a arte. Conheço alguns excelentes mestres assim. Conheço um fantástico Mestre que duas vezes por semana da aula num salão de igreja por amor a sua arte. E o cobrado realmente vai para a manutenção do salão. Valor irrisório perto da qualidade de sua arte. Entre outros. Conheço muitos Mestres que tem alunos que fazem pequenas tarefas (como faxina, serviços de atendimento ou mesmo lecionar treinos para alunos menos graduados) para a academia em troca de trilhar seus caminhos. Vide Anderson SIlva que treinava de graça com Mestre Kang em Curitiba.
Agora vou falar do lado negro. Falsos mestres que recebem subsídios de prefeituras e comércios para lecionar a alunos carentes gratuitamente e lecionam mal ou tem faixas pretas duvidosas. Fazem demonstrações falsas e por aí vai. Apesar que não é todo mestre de projeto social que é assim e cabe a você julgar se o que ele ensina tem valor e suas origens assim como as origens de suas faixas. Só estou dando as pistas para você julgar o que é bom para você.
A razão de eu não ter propagandas em meu site é essa. Existe um “mestre” de “Kung Fu” em São Paulo que é um frustrado em sua verdadeira profissão e do nada ergueu (na verdade de falácias e mentiras)um pequeno império de academias. Ele forma pessoas inapitas para lutas, formas e para a vida. Ele as transforma em faixas pretas através de ensino online (lembra me um caso famoso de um "mestre" que vendia diplomas em anúncios nos gibis nos anos 70). E no mais ele mesmo não saberia se virar num confronto contra um leigo. E este amaldiçoado é um dos maiores patrocinadores do serviço de busca mais acessado do mundo o qual eu hospedo meu blog e  tem suas propagandas atreladas a este site. Se você escreve sobre artes marciais a propaganda deste picareta já é associada a seu blog pela inteligencia artificial do site. E por causa deste malaco marcial eu não posso ter add-ons (espécie de propaganda para blogs onde cada clique você ganha um valor em dinheiro desses patrocinadores). 
Aí você me falaria: A Academia Gracie tem ensino online. David você não acha que é válido? Sim. No caso dos Gracies sim. São uma família que treina e testemunha Jiu Jitsu durante a vida toda. Mas neste caso eles ensinam até a azul [primeira graduação de BJJ ou Gracie Jiu Jitsu (o nome vária do ramo que veio. Hélio ou Carlos)]. Aí quando você treina online e  está (ou se acha) apto para a azul aí você se dirige a uma academia deles e faz o exame. Aí se você quiser graduar mais aí você deve passar a FREQUENTAR a academia.  O que nos leva a pensar que isto é uma forma de atrair alunos e não uma forma de formar pofissionais de Jiu Jitsu on-line. Diferente do imbecil do “Kung Fu” (Kung Fu entre aspas, pois não é Kung Fu de verdade).
Esse imbecil ainda faz uma espécie de esquema pirâmide para que você ache que algum dia será sócio dele. Ele faz esquema para você ser vendedor de seus cursos e quanto mais alunos “catequisar” menos pagará e até ganhe algo com isso. E quem sabe você até ganhe mais sem aprender arte marcial nenhuma. O que você aprende é um arremedo de arte marcial. O assunto é longo e possivelmente terei outro post sobre ele em breve.
Existe um mestre que alega ser dea Kyokushin que engana muita gente pelo interior de São Paulo.  É só o espirito!
E um grupo de pessoas que alegam ensinar Ju-Jitsu em SP ao mesmo tempo que graduam Shihans de 22 anos e entram em opens de artes marciais para dizer que vencem outros estilos, porém quando são desafiados por lutadores verdadeiros eles fogem e se fecham em campeonatos próprios.
Neste post você viu que há Picaretismo em ramos comerciais e nos pseudo filatrópicos.
Existe mestres que falam que aprenderam sua arte com o mestre ançião da montanha que só ensinou a ele e a mais ninguém. Eles falam que conhecem golpes mortais e técnicas secretas que não podem ensinar, a menos que se torne um discípulo fiel. Jogam com a relação de mestre e discípulo. E como eu falei cabe você julgar. Estudar as origens de seu Mestre. Quem foi que ensinou ele. Quem ensinou o Mestre dele e por aí vai. Quanto menos obscura é a vida de seu Mestre mais chances ele tem de ser honesto.
Use a razão e não o coração. Escolher entre um Mestre que promete mundos e fundos,ou o Mestre que promete te tornar alguém melhor do que você é hoje. O Mestre que joga com seus sonhos de criança (de ser um herói de desenho ou um lutador invencível) ou o que mostra a você que a realidade das ruas é diferente. Uma realida em que, só uma mente e um corpo com reflexos assimilados corretamente a técnicas de luta poderão sobreviver.


Oss

David Mendes

domingo, 21 de outubro de 2012

Dica de Filme!

Anyhaseo!

Muita gente irá torcer o nariz quando disse que na minha opinião este é o melhor filme de Muay Thai que existe. Lugar que divide com o filme Chok Dee (distribuido pela Califórnia Filmes e protagonizado por Dida Diafat-um grande lutador, de Muay Thai, argelino radicado na França). O que difere um do outro é o roteiro de Muay Thai Chaiya e as interpretações do mesmo. Vamos e convenhamos o Dida Diafat é um lutador e sua interpretação não foi das melhores (salvo cenas de luta) e o roteiro se desenvolve de uma forma confusa e rápida (é um filme que até mereceria ter um remake em breve, pois não exploraram as possibilidades da estória que mescla com a vida de Diafat), já em Muay Thai Chaiya, você tem um desenvolvimento melhor dos personagens. Muay Thai Chaiya conta a história de como é importante decidir pelos caminhos que se deve tomar na vida. E por que é o melhor filme de Muay Thai? E "O Protetor", Ong Bak ou "Chocolate"? Na minha opinião estes também são filmes excelentes porém mesclam a luta com acrobacias e isso muda o lado marcial da arte. Ong Bak mesmo ele parece um hibrido de Muay Thai com Parkour o mesmo acontece em outros excelentes filmes de Tony Jaa. Comparar Muay Thai Chayia ou Chok Dee com Ong Bak e os outros filmes citados é a mesma coisa que comparar Bruce Lee com Jackie Chan. É comparar drama com comédia. Mas sem entrar em mais meritos. Para quem curte um filme de Arte Marcial sem muitos floreios um filme enxuto e eficiente! Assista Muay Thai Chaiya que no Brasil foi distribuido e ainda é pela Prime Pictures!


Prepare aquela pipoca e seu protetor bucal e bom filme!
Oss

David Mendes

domingo, 14 de outubro de 2012

Pensamento Marcial!


Artistas Marciais e Arte "Marciólatras"



O ator Tony Jaa

Anyhaseo!
Um dia numa conversa com amigos falando MMA num barzinho ouço uma desta:
Imagine uma luta entre Tony Jaa e Anderson Silva?
Não sei qual foi a pior sensação. Imaginar a luta ou a pergunta do cara. Lembro da cerveja na hora descer como areia de cava após ouvir isso.
Mas acho que com a popularização das artes marciais e também com o cinema isso é uma infeliz tendencia.
O mal é que para os Arte Marciólatras o cinema e a realidade são a mesma coisa. Olha reconheço que alguns atores como Jackie Chan deram muito sangue e tiveram dores membros qebrados e tendões rompidos para que seus filmes fossem ao ar e talvez isso faça com que o seus filmes seja quase reais. Mas o quase e o ser real infelizmente estão ainda distante um do outro.
Como reconhecer um Arte Marciólatras em 3 passos:
1 Eles falam de cenas de filme como se fossem lutas reais. Exemplo:
No filme “The Young Master” Jackie Chan protagoniza a melhor cena de luta do filme com Mestre Hwang In Shik, um mestre norte coreano de Hapkido. Para os Arte Marciólatras isso foi realmente uma luta de verdade e não um evento coreografado.
2 Eles colocam atores em patamares de lutadores e  vice versa.
Apesar de um ator muitas vezes treinar arte marcial especififica e ama-la como qualquer praticante, isso não quer dizer que ele tenha conhecimento de campo para coloca-la em prática numa luta ou que saia vitorioso huma luta real por saber movimentos de extrema dificuldade. Numa luta real não ganha quem tem o golpe mais dificil de se executar e sim o que tiver o mais eficaz. Um ator de artes marciais pode ser um lutador em potencial mas não quer dizer que o seja. Exemplo: Você sabe pular e dar um chute frontal com os dois pé fora do chão juntos. Isso para uma exibição ou filme seria excelente já que tem um enorme grau de dificuldade mas numa luta real um chute frontal bastaria. Vide Anderson Silva X Belfort
3 São passionais demais para aceitarem a verdade.
Lembro-me quando nos anos 90 eu descobri que WWF (antigamente era F de Federation mas mudaram para E de Entertaiment que é mais condizente com o evento) era manipulado e de certa forma encenado. Isso não tira a glória de um cara que treinou Wrestler a vida toda como Brock Lesnar que foi atleta muito tempo e até colocou suas habilidade a prova no UFC e foi campeão do mesmo. Mas isso não quer dizer que uma luta dele no WWE seja real.  Fiquei arrasado (eu tinha usn 12 ou 13 anos na época) mas acabei me libertando da paixão pelo evento e aceitando a verdade. O que as vezes incomoda é cara de mais de 20 anos assistir um filme do Jet Li e achar que aquilo foi uma luta real. Isso sim é preocupante. E você conversa com o cara, explica e o cara não aceita. Complicado.
Existem casos como os do veterano Cung Lee e até o ator Dolph Lundgren que até tem suas lutas no mundo real. No caso de Cung Lee ele teve e tem uma carreira fantastica no mundo das lutas, mas a contrapartida ele não é nenhum Bruce Lee no cinema.  Até queria antes do encerramento da carreira dele ve-lo lutar contra Lyoto Machida se igualassem a categoria. Por falar em Lyoto Machida o mesmo fez uma participação em “Quebrando as regras 2” com o Michael  J White (a quem considero um dos melhores atores de artes marciais da atualidade senão o maior, pois utiliza um estilo limpo e sem muitos malabarismos “marciais”). O relacionamento das lutas com o cinema é bem próximo e eles se beneficiam com isso mas é bom sermos racionais e não misturarmos as coisas.
Michael J White e Lyoto Machida
Oss
David Mendes

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Diga me com que andas...


Leões animais que compartilham seus hábitos

“Quem anda com os sábios será sábio; mas o companheiro dos tolos sofre aflição.”
Provérbios 13:20

" Se alguém olha para você no meio de um grupo de marginais, logo irá pensar por lógica que você é um deles"
Mestre César

Anyhaseo!
Lembro me uma vez quando adolescente meu pai levou minha irmã e eu ao cinema e como não eramos uma familia muito abastada ele acabou “escolhendo” passear pelo shopping enquanto a gente assistia ao filme. Hoje o preço do cinema já é um pouco salgado e na época não era diferente e dava mais o menos  o equivalente a um quilo de carne “de primeira”. No lado de fora ele acabou arrumando papo com um grupo de jovens. Meu pai era vendedor porta a porta e nunca teve dificuldades para achar amigos onde passava. Lembro me de um dia invejar a facilidade com a qual ele se comunicava. E durante a conversa com os jovens de repente ele foi abordado por seguranças do shopping  e levado a sala da segurança junto com os “novos amigos”. Ele devia ter mais ou menos seus 40 a 45 anos enquanto o resto do grupo de jovens que haviam furtado coisas do comécio teriam entre 15 a 20 anos e nesta época, de forma modesta, sempre andou bem vestido e de barba e cabelos feitos e vestimenta social. O que pelo meu modo de ver diferenciava ele do grupo o que me leva a crer que sua pele parda (preconceito existe ainda infelizmente) contribuiu para que fosse “detido”,mas talvez se ele tivesse controlado mais sua sociabilidade,isso poderia ter evitado o transtorno. Na sala da segurança a surpresa foi que um dos chefes da segurança chamado para coordenar o “interrogatório” era um comandante da polícia militar de quem meu pai foi aluno em um curso de segurança privada na extinta “Americana” (escola de segurança privada famosa nos anos 90 no “boom” das terceirizações no Brasil). Desfeito o mal entendido, meu pai foi dispensado e os jovens devolveram os produtos furtados e seguiram seus caminhos. Parecendo um episódio de “Os Simpsons” onde uma história se desenrolava enquanto outra seguia paralela, eu encontrei meu pai que me contou de sua “aventura” e fomos para casa.
Aquele dia em particular a facilidade de meu pai em se enturmar havia ensinado uma lição a ele, que ele já sabia, mas que por ajuda da cegueira do preconceito racial dos segurança e de sua inocencia, acabou se fazendo mais necessária naquela hora.
Com algumas pessoas não se anda. Naquele dia ele fez questão de me falar da importância de com quem andar e com quem devemos caminhar na vida ou em pequenos momentos dela. Ele quando jovem saiu de casa aos 13 anos para trabalhar. Conseguiu empregos de cozinheiro de casa noturna a frentista. E de jovem adquiriu o hábito de beber. Depois de adulto após a perda da primeira filha e o nascimento de minha irmã ele decidiu que precisava parar. Naquele tempo procurou os Alcoólicos Anonimos e teve de abandonar literalmente muitas “amizades” as quais pela convivência e ambientes que frequentavam acabariam levando ele a beber novamente.
Diz o  autor americano chamado David J. Schwartz : “Vencedores andam com vencedores”

O interessante é que isso é verdade. Quando eu comecei treinar Artes MArciais eu comecei a me tornar amigo de Karatecas que me recomendavam ler livros sobre a Arte e comecei a ler e a pesquisar sobre mestres graças aos meus senpais que me davam um grande exemplo e influencia. Pois de certa maneira a convivencia em grupo te influencia. Para bem ou para mal. Vemos muito, principalmente nas periferias, jovens que desejam ter coisas e dinheiro para adquirilas serem “recrutadas” por criminosos que usam dessa ganancia e desejo ferramentas para trabalhar a mente dessa garotada que se perde. E por aí vai. Se você é artista marcial procure andar com quem faz o que você faz. Ande com quem de bom testemuno da arte e com que a pratica com excelência e o mais importante PRATIQUE e dê o SEU MELHOR. Não ande com pessoas que são artistas marciais de boca e covardes. Gente que tem medo de levar um soco. Isso nunca te fará bem. Só ajudará a cauterizar seu desenvolvimento e engessar sua evolução. Quando você acordar será até um faixa preta, mas por dentro sentirá que nada mudou e não terá confiança na sua arte e procurará refúgio em regras e em mentir para si mesmo.

 

“Eu confio no meu Karate! Sei o que posso ou não fazer...” 

Sensei Vanderlei Castelo 

Oss

 

David Mendes