segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

História de Natal!



Anyhaseo!
Quando eu tinha entre seis e sete anos, era manha de natal e minha mãe me pediu para olhar debaixo da cama, pois o Papai Noel havia me deixado um presente.  Nossa família tinha esse costume de dizer que o Papai Noel tinha este hábito de deixar presentes embaixo da cama. Talvez por nossa arvore ser pequena demais ou tradição da época. Realmente não sei.
Eu era uma criança meio desconfiada e nessa idade já desconfiava da veracidade do  Bom Velhinho. Fui pegar o presente. Era uma bola "dente de leite", daquelas que na primeira roseira que eu chutasse ela furaria. Mas era um presente! E fiquei feliz apesar de não chegar aos pés dos presentes que ganhava dos meus avós. Meu avô era aposentado e tinha casa de aluguel e crediário nas melhores lojas o que dava a eles condições para dar presentes que víamos em comerciais da época. Lembro de ter ganhado vários presentes legais da minha avó de do meu avô. Mas em particular esse presente do meu pai me deixou feliz. Pois era uma manhã chuvosa e meu pai, para me provar que o Papai Noel era real, me levou ao quintal onde havia marcas de botas e duas marcas indicando o trenó do Noel na lama da rua em que morávamos. Fiquei encafifado, pois as pegadas se assemelhavam as do meu pai em tamanho e as marcas do trenó a ferros de montar portão que meu pai usava para trabalhar.
Não sei se foi pelas botas terem o tamanho das do meu pai ou se por meu pai ter uma barba que era moda entre os metalúrgicos da época, mas depois daquele dia o menino que estava deixando de acreditar no Natal passou a ter outra suspeita.
Será que meu pai era o Papai Noel nas horas vagas?
E mesmo com pouco dinheiro e um presente de menos de cinco reais eu tive um dos natais mais fantásticos da minha vida pois voltei a acreditar na magia do Natal!

Oss
 Feliz Natal a todos! Paz felicidade e força e se lembrem desta magia!  Jesus nos abençoe sempre! Não se esqueça d´Ele pois Ele é a RAZÃO do Natal!

David Mendes

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A morte do boxe!

Mike Tyson
Butterbean 





Anyhaseo!
Lembro que no ano de 1999 estar assistindo MMA com alguns amigos e ouvir  uma pessoa comentar que com o surgimento do MMA  o Boxe estaria fadado a morte e ao esquecimento. A maioria do grupo se empolgou e começou a levantar coros de morte sobre a esgrima dos punhos.
Meu avô era caseiro de uma fazenda quando minha mãe era criança. Nesta fazenda havia um professor de pugilismo que lecionava aos filhos dos patrões, a Nobre Arte, e por sempre estar lá e acompanhar os treinos minha mãe chegou a praticar boxe durante um tempo. Um dos anseios dela é que um dia eu viesse a praticar boxe. Esporte que o destino colocou no meu caminho algumas vezes.
Lembro quando criança ela me ensinar uns jabs e diretos. Ela falava: Se alguém quiser bater em você na escola você faz isto e isto e acerta o nariz deles. Por ser o gordinho e alvo de brincadeiras na escola eu tinha que enfrentar os valentões de vez em quando. Às vezes ela brincava que ela era o lutador Butterbean e eu era o Tyson. Achava engraçado ela falar de boxe e de que um dia havia treinado e no começo eu nem acreditava, precisou meu avô confirmar para eu acreditar. Minha mãe era a única a vingar de uma prole de três filhos que minha avó trouxe ao mundo.
O tempo foi passando e eu fui crescendo. Meu pai me acordava de madrugada para assistir na TV as lutas de Boxe e aos filmes da série Rocky. Até hoje um dos meus filmes favoritos é o Rocky III. Naquela época eu via Julio César Chavez, Oscar De La Hoya, Tyson e Holyfield.
Em 2009 decidi começar treinar Boxe pois assistia as lutas a tarde de boxe nacional, na Rede TV!. Em particular as lutar de Anderson “Pantera” Clayton e Peter Venâncio. Lembro  que nesta época minha irmã havia começado Karate. Lembro-me de procurar pela cidade toda uma academia de boxe e não havia achado. Uma das únicas academias que eu conhecia havia fechado. Passou um tempo e acabei desistindo de treinar, porém segui fã de Boxe. E quando minha irmã voltava  do Karate eu me empolgava com suas histórias de treino e decidi procurar uma arte marcial. Ela foi uma grande inspiração para mim. Decidi pelo Tae Kwon Do e lá fui eu treinar. E por coincidência meu Mestre de Tae Kwon Do boxeia muito bem. Nunca entrei nesse mérito de perguntar, se ele treinou, mas sei que ele se vira no boxe muitíssimo bem. Assim como esgrima com os pés é claro.
Quanto ao Boxe ele sobreviveu apesar da grande concorrência do MMA. Podemos dizer que ele está mais vivo que nunca e se mostra uma arte valorosa aos praticantes de Artes Marciais Mistas. Junior Cigano que o diga já que ele é um exímio pugilista e campeão peso pesados de MMA.
Às vezes a gente acha que por a mídia brasileira se fechar para o Boxe o mesmo não faça mais sucesso. Como diz o conto Japonês: O sapo no fundo do poço não imagina o tamanho do rio!
Afirmar que o boxe acabou é um engano. Internacionalmente hoje o Boxe é a luta mais bem paga de todas e segue paralela ao MMA em seu reinado. Quisera que a mídia brasileira abrisse mais espaço para a Nobre Arte e pudesse voltar a ter meus sábados acompanhando o boxe. Sem o qual hoje eu nem estaria praticando Karate.


Oss
David Mendes











Anderson Pantera Clayton
Vídeo retirado do canal Cboxesantalidia do Youtube!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Arte Marcial X Arte Impossível


Monte Fuji

Anyhaseo!

" Nem tão longe que eu não possa ver
  Nem tão perto que eu possa tocar
  Nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá
  Nem tão perto que eu possa acreditar que o dia já chegou "
 (Humberto Gessinger)

Há uns anos, eu treinei durante alguns dias em uma academia aqui mesmo em Campinas.
Durante o treino lembro que o Mestre da academia, a me ver executando um movimento, ele corrigia. Não que eu seja perfeito ou que isso seja errado. É dever de um mestre conduzir o seu aluno no caminho da arte. Não tenho nenhum problema com autoridade.  Do contrário. Prefiro pecar pelo excesso de respeito a pecar pela falta dele. Mas em paticular ele só ME corrigia. Havia também outros alunos e muitos da mesma graduação que eu, mas era somente eu que fazia exatamente tudo errado. E o jeito que eu era corrigido era assim: Olha seu braço tem que ficar dois centímetros para cima ou era para baixo ou o golpe tinha que ser travado a um centímetro do alvo. Eram coisas que era necessário você trazer uma régua no “bolso” do Do-gi para poder fazer com a exatidão pedida. Lembro-me de ser corrigido a colocar o punho cerrado próximo a faixa ou abaixa mais a base, mas nunca ser questionado quanto aos milímetros que isso era medido. Eu até treinei com um Mestre muito bom que tinha por costume de corrigir nossa base dando chutes, tapas e as vezes pisava em nossos pés de forma paterna . Coisa que muitos ao vêem de fora podiam julgar como agressão. E os dias foram passando e eu acabei desanimando de treinar com o mestre milimétrico em questão. Cheguei à conclusão disto o dia em que ele me orientou a fazer uma forma (sequencia de movimentos luta predeterminada sem adversário) e após terminada  ele questionou a classe sobre o que eu havia feito de errado. Foi uma batalha de egos a me massacrar sem perdão. Todos queriam tirar uma lasca na execração publica. Eu realmente não vi função nessa atividade. Se o mestre não sabia me julgar o que alunos menos graduados saberiam. E eram correções do estilo da arte marcial dele. Exemplo: “Olha seu dedinho está cinco centímetros para lá ou sua mão não estava perpendicular com o poente solar baseado na Sexagésima sexta lua Júpiter. Era impossível atingir essa arte marcial dele. Acabei cansando e indo treinar com outro mestre.
A arte marcial dele ia de encontro com a genética e com desenvolvimento particular de cada um. Exemplo: Se você não tem uma abertura boa pode compensar a altura do chute pendulando seu corpo ou se você tem um corpo muito leve pode treinar visando favorecer sua velocidade ou se é forte fisicamente pode usar essa força para aumentar sua potencia ou mesmo usar isso para deslocar o adversário com maior facilidade. É claro que isso não abre precedentes para “franguisses”. Exemplo. Você não tem força física, mas pode desenvolver ela e não a desenvolve por preguiça ou você esta acima do peso e mata os exercícios onde requer de você agilidade ou resistência. Você faz da sua arte marcial algo seu. Com sua cara e com seu jeito. Se for praticar para ser exatamente e milimetricamente como outra pessoa a arte marcial perde o intuito de ser uma batalha sua contra você mesmo. E um aprendizado de disciplina e superação! Ela se torna pesada e impossível de ser aprendida!

Oss
David Mendes
Queria agradecer a todos que tem acessado principalmente os acessos que tenho recebido da Alemanha, Rússia, Portugal, Paraguai, Moçambique, Reino Unido, Chile e Itália ! Sem vocês este blog não existe! Oss